AS MULHERES QUE FIZERAM HISTÓRIA NO TURFE

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Na semana do Dia Internacional da Mulher, não podia ser diferente: confira aqui no Blog Suaposta nossa homenagem a algumas das principais joquetas que fizeram história ao redor do mundo. Elas se destacaram não só pelo sucesso nas pistas mas, também, ao superarem preconceitos e diversos obstáculos.

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BARBARA JO RUBIN

Barbara Jo Rubin

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A americana Barbara Jo Rubin foi a primeira joqueta a vencer uma corrida competindo contra homens nos EUA, em 1969. Foi no mesmo ano que Rubin conseguiu sua licença profissional, porém não pôde realizar sua estreia em Tropical Park, Florida, devido aos boicotes e manifestações de um grupo de jóqueis que não estavam confortáveis com a participação feminina.

Isso não impediu a atleta de correr atrás de seus sonhos. Barbara viajou para Nassau, Bahamas, onde era bem-vinda para realizar sua primeira corrida. Após sua primeira vitória, retornou aos Estados Unidos para conquistar seu espaço no pódio!

Além de ser a primeira mulher a vencer uma corrida americana, Barbara Jo Rubin foi a primeira a vencer no hipódromo de Aqueduct e a ser inscrita no Kentucky Derby. A joqueta não chegou a participar a primeira prova da tríplice coroa pois seu cavalo foi retirado.

SUZANA DAVIS

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Suzana Davis foi a primeira joqueta do Brasil, começando sua carreira na década de 70, e montou principalmente no Hipódromo do Cristal. A gaúcha, natural de Porto Alegre, obteve mais de 800 vitórias em sua carreira e montou em diversos países além do Brasil, como Venezuela, Uruguai, Argentina, Peru e Chile.

Quando começou a correr profissionalmente, Suzana tinha apenas 14 anos. Na época, tinha que disputar provas contra homens, já que não havia outras mulheres competindo. A partir do exemplo da joqueta que outras mulheres se encorajaram e passaram a praticar o esporte profissionalmente no país.

Suzana continua envolvida com o turfe, apesar de ter se aposentado das corridas cedo, depois de ter se tornado mãe. Desde 1984, Suzana Davis é starter (quem dá início às corridas) no Hipódromo do Cristal, em Porto Alegre, RS.

CHERYL WHITE

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Na década de 70, havia poucos jóqueis negros nas corridas de cavalos, assim como mulheres no turfe. Mas isso não impediu Cheryl White de ir atrás de seu sonho, se tornando a primeira joqueta negra dos Estados Unidos, em 1971.

Seus pais eram proprietários de cavalos e a atleta costumava montar Ace Reward, cavalo de sua mãe. Foi com ele que teve o maior triunfo de sua carreira: foi a primeira mulher a vencer 5 corridas em um único dia em um grande hipódromo, em 1983.

Em 21 anos de carreira, White venceu 750 corridas. Em 1990, ela recebeu o prêmio Award of Merit by the African-American Sports Hall of Fame, por suas conquistas. Até hoje Cheryl White se envolve com o turfe, sendo uma oficial em corridas de cavalos.

MARINA LEZCANO

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Marina Lezcano foi a primeira mulher a quebrar a tradição masculina no turfe argentino. Rápida e cheia de personalidade, é considerada como a maior joqueta argentina de todos os tempos.

Sua estreia aconteceu aos 17 anos, em 1974, com a égua Sadie Shaw. Mas foi em 1979 que se tornou joqueta, quando se formou pela primeira turma de mulheres na Escola de Jóqueis Aprendizes no Hipódromo de San Isidro.

Em 1976, Marina já havia ganhado mais de 60 corridas e foi nesse mesmo ano em que se tornou a primeira mulher a vencer o prêmio argentino Gran Premio Nacional, no Hipódromo de Palermo. Mas foi em 1978 que veio sua maior vitória: com o cavalo Telescópico, ela se foi a primeira mulher a vencer uma Tríplice Coroa do turfe argentino.

Durante 27 anos Marina manteve o recorde de corridas ganhas por uma mulher argentina, fechando um total de mais de 100 vitórias em clássicos.
Sua carreira como joqueta terminou em 1989 e, desde 2009, ela trabalha como diretora da Escola de Jóqueis no Hipódromo La Punta, em San Luis, onde segue em contato com sua maior paixão: os cavalos.

PATRICIA COOKSEY

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Patty Cooksey venceu sua primeira corrida em 1979, montando Turf Advisor, no então Hipódromo de Waterford Park, hoje Mountaineer Park. A joqueta americana foi a primeira mulher a participar da Preakness Stakes, 1985, chegando na 6ª colocação.

Ao longo de sua carreira, Cooksey obteve 2.137 vitórias, sendo por muito tempo a joqueta número 1, até ser ultrapassada por Julie Krone. Em 2004, a atleta foi a primeira joqueta a receber o prêmio NYRA´S Mike Venezia Memorial Award, uma honra entregue anualmente àqueles que demonstraram extraordinário espírito esportivo e cidadania.

Já aposentada, Patricia foi repórter da ESPN na cobertura da Breeders´ Cup 2006. Atualmente, Patricia Cooksey vive em Georgetown e trabalha para a comissão de corridas de Kentucky.

JULIE KRONE

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Julie Krone coleciona recordes no turfe. A atleta americana foi a primeira mulher a vencer uma corrida da Tríplice Coroa dos Estados Unidos. Krone ganhou a Belmont Stakes em 1993, terceira prova da disputa, com o cavalo Colonial Affair. Além disso, em 2003, foi a primeira joqueta a ganhar uma corrida do festival do Breeders´ Cup.

Julie iniciou sua carreira aos 17 anos, em 1981, e ao longo de sua carreira venceu em grandes hipódromos, como: Belmont Park, Gulfstream Park, Monmouth Park, The Meadowlands, Lone Star Park, entre outros. Em 1993, a atleta recebeu o prêmio EPSY de Atleta Feminina do Ano.

Aposentada desde 2004, depois de diversas vitórias e ossos quebrados, Julie recebeu outras honras, como por exemplo: foi nomeada pelo USA Today como uma das 10 atletas “mais duronas”, tornou-se membro do Michigan Sports Hall of Fame e, em 2013, foi incluída na National Women´s Hall of Fame em Seneca Falls, NY, junto de personalidades como Eleanor Roosevelt e Ella Fitzgerald.

YOLANDA DÁVILA

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Yolanda Dávila foi a primeira mulher a vencer o clássico Polla de Potrancas na Argentina e a vencer um Derby uruguaio, neste caso como treinadora, com o tordilho Café Silver, no Hipódromo de Maroñas.

A joqueta começou tarde na carreira, aos 24 anos. Poucos anos depois, em 2001, sofreu um acidente gravíssimo no hipódromo de La Plata.  Durante a corrida, sua égua tropeçou e a atleta caiu de cabeça, resultando em dias hospitalizada em coma.

No dia 12 de abril, Yolanda respondeu e acordou do coma, dia em que nasceu de novo. Duas semanas depois, começou uma longa reabilitação e aos poucos conseguiu se recuperar. Após sua incrível volta por cima, Yoli ganhou o apelido carinhoso de Mulher Maravilha.

Em 2003, começou sua carreira como treinadora no Uruguai. Hoje em dia, Yolanda Dávila treina 55 cavalos, de proprietários uruguaios, argentinos, brasileiros, franceses e um americano.

JOSIANE GOULART

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Josiane Goulart entrou pra história do turfe gaúcho e brasileiro em 2013 por ser a primeira mulher a vencer o GP Bento Gonçalves, a maior prova em pista de areia do país. A atleta também foi a primeira joqueta a participar do Grande Prêmio Brasil, com apenas 17 anos.

A gaúcha de Carazinho decidiu seguir a profissão do pai e do irmâo, e começou a montar aos 9 anos. Logo foi com sua família para o Rio de Janeiro, se tornando a recordista de vitórias da escolinha de jóqueis. Depois de alguns anos, se mudou para São Paulo, onde se deu muito bem nas corridas. Além disso, foi lá que conheceu seu marido, o jóquei Vagner Leal.

“Às vezes você montava um cavalo com chance e ganhava. Na volta, por ele participar de um páreo mais forte, uma prova mais importante, eles trocavam e colocavam um jóquei. Já me mandaram pilotar fogão”, afirmou Josiane. Apesar de todo o preconceito e boicotes, a joqueta sempre seguiu em frente. Hoje, sempre acompanhada de sua filha Heloísa (pé quente que traz sorte para o casal de jóqueis), Goulart segue montando na Gávea e planeja trabalhar como treinadora quando se aposentar.

 

MICHELLE PAYNE

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Michelle Payne foi a primeira mulher a vencer a Melbourne Cup em 2015, nos 155 anos da maior prova da Austrália, a bordo de Prince of Penzance. A joqueta australiana sonhava com esta conquista desde os 7 anos de idade, quando já falava aos amigos que um dia ganharia o grande clássico.

Payne começou a montar cavalos com 15 anos, seguindo a tradição familiar. Se machucou gravemente como aprendiz e ao longo de sua carreira profissional também colecionou sérias fraturas. Em 2009, conquistou sua primeira prova de Grupo 1, e não demorou muito para adicionar outras provas do mesmo nível a seu currículo.

Na conquista da Melbourne Cup, Michelle usava um uniforme branco, verde e roxo – as cores do movimento que pedia direito ao voto para as mulheres no século XIX. A joqueta afirmou que sabia que alguns dos proprietários de Prince of Penzance não queriam que ela o montasse, mas a campeã provou que de fato as mulheres podem fazer qualquer coisa.

Em outubro de 2016, a atleta foi premiada com o Don Award no Sport Australia Hall of Fame. O prêmio é entregue para os atletas que mais inspiraram a nação através de suas conquistas nos últimos 12 meses.

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6 Comentários

Comentário

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  1. A melhor joqueta até hoje foi a argentina Marina Lezcano, que também participou do “Primeiro Campeonato Mundial de Joquetas”, no ano de 1976, em Cidade Jardim, em São Paulo, na semana do Grande Prêmio São Paulo”. Este campeonato foi idealizado e criado por meu marido, Luiz Eduardo Lages. Tivemos os dois primeiros em São Paulo e depois foi realizado em vários países do mundo, com as regras feitas por Luiz Eduardo Lages.
    http://luizeduardolages.com/jockeywm.htm

    • Oi Irène, obrigada pela informação e participação aqui no blog! Incluiremos a grande Marina Lezcano na lista, realmente faltou o nome da maior joqueta da Argetina 😀
      Um abraço!

    • Oi, João Carlos! Com certeza a joqueta Lucrecia é um exemplo, ainda mais depois de superar o número incrível de vitórias da grande Marina Lezano 😀
      Um abraço

  2. Ondina D. Goulart on

    Parabéns pelo valor dado as joquetas, sei que é muito difícil competir com jóqueis homens como diz Josiane “mandaram pilotar fogão” mas hoje Jose você mostrou que a mulher pode vencer mesmo competindo com homens. Você é e sempre sera a mulher forte decidida, que batalhou desde pequena para chegar onde estas. Você é o orgulho dos tios. Parabéns.