A PROVA DO CRIME

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coluna-guerrinha

Vida de narrador de corridas de cavalo nA?o A� fA?cil.

Nos anos 90, depois de alguns testes na frente do espelho, em pA?reos gravados,A�ganhei a esperada chance de contar a histA?ria de um pA?reoA�na equipe do saudoso craque Vergara Marques.

Era um desafio e tanto.

Fiz o reconhecimento das fardas mais de 20 vezes, estudei a caracterA�stica de cada competidor, me preparei como nunca.

Cuidei atA� de acalmar os nervos, de controlar a ansiedade e encarei o temidoA�microfone.

ApA?s a partida, me preocupei em nA?o apurar a narraA�A?o, em guardar fA?lego para reta final, onde as coisas quase sempre se decidem.

Quando os animais de aproximavam do disco, nA?o hesitei.

– Na ponta, TubarA?o! VemA�firme, vitA?ria assegurada, alegria da maioria dos apostadores!

E cruzaram o disco.

Ao meu lado, nervoso como quase nunca, o chefe Vergara bateu no meu ombro e sussurrou:

– Ganhou o de fora!

Segundos depois, no placar, afixaram a placa que indicava photochart.

E, logo em seguida, foi declarado vencedor o cavalo que nA?o vi na hora da chegada.

AA� nA?o me contive.

– Quero ver essaA�foto!!!!!!!!

Me mandaram a imagem, que mostrava mais de meio corpo para o competidor que estava na cerca externa e tive que repensar minha vontade de ganhar a vida narrando corridas…

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