A MARCAÇÃO…

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Anos atrás, no auge do turfe gaúcho, nada era mais desafiador para o apostador do que acertar os vencedores do Bolo de Sete Pontos.

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Certa vez, quando o Concurso oferecia um prêmio elevado, que permitia o sonho de compra de um apartamento, um apostador que não poupava dinheiro, procurou seu jóquei de confiança e pediu para marcar os páreos do Bolo.

No sábado pela manhã, dia do desafio, já conhecendo as condições da pista, os forfaits, as últimas fofocas, o médico entregou o programa e uma caneta ao marcador.
Consciente das posses do doutor, o piloto não se fez de rogado.
Na abertura, páreo de sete cavalos, marcou seis números.
No segundo obstáculo, páreo encardido, lotado, não deixou por menos: oito indicações.
Logo depois, na terceira etapa, a marcação incluiu seis dos 11 concorrentes.
E o homem, nervoso, observando tudo.

A marcação continuou e, na prova seguinte, o jóquei, talvez sem se dar conta, franziu a testa, deu uma olhada na reação do patrão e foi taxativo,

– Esse páreo é duro! para fazer o ponto, só levando todos!

E eram 12 competidores.
O médico, mesmo sem fazer os cálculos, sentiu que a coisa estava passando dos limites e decidiu intimar o jóquei.

– Em que páreo vamos colocar a crava?
E o rapaz não titubeou.

– Hoje não tem crava!

O médico, tentando manter a calma, tirou o programa e a caneta da mão do piloto e mandou bala.

– Se der tudo certo, vamos perder dois apartamentos!

E tudo ficou para a próxima reunião.

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