A GRANDE DECEPA�A?O

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Quase final de mA?s, com a grana curta no bolso, o PavA?ozinho parou, pensou e concluiu:

– SA? tenho uma saA�da para aguentar os dias que faltam atA� o pagamento! Acertar nas corridas!

Na sexta-feira, vA�spera da reuniA?o no Cristal, ele pegou o programa na sede do Jockey Club, passou na banca, comprou a revista com o retrospecto e se mandou para casa.

Jantou, vestiu uma roupa leve e se atirou no sofA? para estudar pA?reo a pA?reo.

Decorou jA?queis, treinadores, analisou todos os detalhes e foi dormir.

Acordou antes do galo cantar e se mandou para o hipA?dromo.

Chegou lA?, conversou com os amigos, buscou mais informaA�A�es com os profissionais e definiu o que fazer: uma trifeta no primeiro pA?reo, para aumentar o capital.

ApA?s o galope de apresentaA�A?o, o PavA?ozinho encarou a vendedora de pules e mandou bala.

– Faz uma trifeta! 1 e 5 para primeiro, 1, 2, 3, 5, 7 A�e 8 para segundo, 1, 2, 3, 5, 7 e 8 para terceiro!

– R$ 40 -A�A�avisou a mulher.

– Faz duas vezes! – pediu.

Minutos depois, foi afixado o resultado no placar: 5 em primeiro, 7 em segundo, 8 em terceiro!

Uma trifeta de trA?s cavalos que nA?o eram os mais apostados.

Com medo da mordida, o PavA?ozinho parou em frente ao monitor de tevA? e ficou esperando pelo rateio, fazendo cA?lculos e mais cA?lculos.

Enquanto aguardava, o azarado gordinho, alegre como quase nunca, encostou no Barba, velho apostador e mandou bala.

– Quanto paga essa trifeta?

– NA?o paga R$ 10 – avisou o Barba.

– Enlouqueceu? O favorito nA?o chegou!

– Eu acertei 80 vezes! – avisou o apostador.

Na surdina, o PavA?ozinho virou as costas, xingou atA� as paredes e, de raiva, saiu mastigando a pule vencedora.

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