A BARBADA

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Essa aconteceu nos anos 70.

MA?s de fevereiro, sol escaldante, calor infernal, e assim mesmo faltava espaA�o no HipA?dromo da Vila Miguel, em Rio Grande.

Era tarde de Grande PrA?mio, um dos mais importantes e tradicionais do turfe do Rio Grande do Sul.A�

AlA�m da prova clA?ssica, mais 11 pA?reos faziam parte da programaA�A?o e era uma correria sA? atrA?s de barbadas para salvar a viagem, a hospedagem, os gastos normais de um deslocamento.

No meio da tarde, com a grana minguando, o cronometrista Pedro Nunes, que tinha muitos amigos por lA?, encontrou o Pereirinha, que passava os dias e noites dentro do prado.

– Tens alguma boa para tirar o prejuA�zo? – perguntou o Pedro.

– Tenho! Vira os bolsos no Lagarto, no quinto pA?reo! Larga e acaba! SA? perde se morrer!

ApA?s o cA?nter, o Pedro Nunes foi ao guichA?, separou o dinheiro do hotel, da gasolina e mandou o resto nas patas da barbada.

Dada a partida, o Lagarto, que pesava mais de 500 quilos, saiu acompanhando por fora, com rara facilidade, boca aberta, pedindo rA�deas.

Um pouco antes da entrada reta, assumiu a ponta e comeA�ou a tirar vantagem e o Pedro Nunes, que conhecia cavalos como ninguA�m, nA?o se aguentou:

– Esse era barbada, esse era barbada!!!

Na baliza dos 200 finais, quando mais de cinco corpos na frente, o Lagarto deu um pulo, caiu na raia fulminado.

Desolado, o cronometrista enxergou o Pereira e antes de lamentar ouvia a explicaA�A?o.

– Viu sA?? A A?nica chance de perder era morrendo…

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Comentário

    • Guerrinha. Aqui é o João Cláudio Carvalho, o Boláo de Cachoeira. Tenho te acompanhado na Gaucha e no Suaposta, sempre torcendo por ti que é uma pessoa que eu gosto muito.Quando vieres ao Rio quero te convidar para jantar comigo e minha esposa. Me avisa e vamos botar os assuntos em dia. Um abraço.