BRASIL TEM POSIÇÃO IMPORTANTE NA HISTÓRIA RECENTE DO GP RAMIREZ

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Por Karol Loureiro

O GP José Pedro Ramirez, principal prova do turfe uruguaio, tem alcançado sucesso entre os turfistas brasileiros nos últimos anos e um dos principais motivos é justamente o fato dos cavalos criados no Brasil sempre competirem com chances reais no importante desafio do país vizinho, que tem data marcada para 6 de janeiro.

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A história do Gran Premio José Pedro Ramirez é datada de 1889, quando o cavalo francês Havre venceu o desafio em 3.000 metros. A partir de 1905, o percurso mudou para 2.500 metros e teve como vencedor o argentino Iguazú.

Antes do fechamento do hipódromo em 1998, foram realizadas 109 edições da principal prova uruguaia e apesar desta extensa história, o Brasil só comemorou um título: em 1982, através do cavalo Duplex, que recebeu condução de Jorge Garcia, foi preparado por Walfrido Garcia e defendeu as sedas do Haras Jupiá. O filho de Breeders Dream e Dulcine (Coaraze), criado por Roberto Grimaldi Seabra, passou os 2.400 metros de areia em 2’28” cravados.

Porém, se o Brasil teve pouca representação no primeiro centenário da carreira, na história recente do GP José Pedro Ramirez a criação nacional é quem ponteia em número de vencedores.

Reaberto em 2003 e voltando a realizar o Ramirez em 2004, em 13 edições os cavalos criados no Brasil foram os que mais passaram na frente ao conseguirem cinco êxitos: Relento (2009), Sing-a-Song (2010), Mr. Nedawi (2011) e o bicampeão Hielo (2014 e 2015).

Relento (Fahim e Little Colony, por New Colony) foi criado no Haras Cifra; Sing-a-Song (Wild Event e Ovacionada, por Stuka) no Haras Santa Maria de Araras; Mr. Nedawi (Nedawi e Cryptic Crucial, por Cryptoclearance), no Haras Old Friends; e Hielo (Holzmeister e Andrea Girl, por Mensageiro Alado), único bicampeão da história recente do GP José Pedro Ramirez (G1-2400mA), foi criado nos campos do Haras Di Cellius.

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Hielo é o único bicampeão da última década do Ramirez

A Argentina começou avassaladora na história recente, vencendo as primeiras edições com Bat Ruizero (2004), Equipado (2005), Jampro (2006) e Good Report (2007).

O Uruguai, reforçando sua criação com éguas brasileiras e argentinas, alcançou os mesmos quatro pontos com Rock Ascot (2008), que conseguiu o melhor tempo recente 2’27”84; Alcazar (2012); Imperrito (2013), filho da égua brasileira Jovem Rafaela; e Fletcher (2016).

O próximo dia 6 de janeiro de 2017, o Brasil volta a ter forte representação no GP José Pedro Ramirez (G1-2400mA), podendo aumentar sua vantagem perante os adversários.

Eis os cavalos brasileiros pré-inscritos no desafio: Bage In Concert e Life Style, que chegaram em 1º e 2º lugares no GP Bento Gonçalves 2016 (G2-2400mA); Reality Bites (vencedor do Derby Paulista 2015); Oggigiorno; Gandhi di Job; Like Desire; e Very Hopeful.

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Potro Bagé In Concert pode provar a acertada parceria Cristal/Maroñas no dia 6 de janeiro de 2017

A torcida verde e amarela poderá não apenas vibrar, mas também apostar nos competidores brasileiros através do SUAPOSTA, basta fazer seu cadastro o quanto antes para participar da grande festa do turfe uruguaio.

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